Produção de proteína animal baterá recordes neste ano

A produção brasileira deverá alcançar até 4,7 milhões de toneladas, volume 6% superior ao registrado no mesmo período de 2020

Associação Catarinense de Criadores de Suínos

O ano de 2021 está apresentando recordes aos produtores de proteína animal no Brasil. As projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para os segmentos de carne suína, de frango e ovos é de aumento na produção, consumo interno e no resultado total e um crescimento que deve permanecer em 2022.

Em relação à carne suína, a produção brasileira deverá alcançar até 4,7 milhões de toneladas, volume 6% superior ao registrado no mesmo período de 2020, quando 4,43 milhões de toneladas foram produzidas no País. Confirmada essa projeção, será um novo recorde de produção para a suinocultura nacional.

Outro recorde ficará por conta das exportações de carne de frango, que, se forem confirmadas as melhores projeções, deve totalizar 4,55 milhões de toneladas comercializadas no mercado internacional, 7,5% a mais que as 4,23 milhões de toneladas embarcadas em 2020 - seria a maior variação de exportações da avicultura nacional de um ano para outro.

Outra marca histórica deve ser alcançada pelos ovos brasileiros: a produção deve chegar a 54,50 bilhões de unidades no País, número 2% maior que as 53,53 bilhões do registrado em 2020, um novo recorde no setor.

O aumento da produção no setor supera uma forte escalada nos custos de produção, que atingiu em cheio os produtores de proteína animal durante o ano, e parece ter vindo para ficar. "Estamos sendo o veículo de um aumento que não somos a causa. O preço da carne e do ovo tem subido, e se devem basicamente à alta dos custos dos insumos, que vieram para ficar. O que vamos ver, enquanto consumidores, é uma mudança de patamar dos preços (no mercado)", afirmou o presidente da associação, Ricardo Santin.

A projeção de produção de milho da ABPA para a safra 2020/2021 é 16% menor que a safra anterior, o que impacta significantemente o custo da ração animal. A importação deste cereal tão importante para a alimentação de porcos e aves, por sua vez, vai crescer até 35% neste ano.

Nos últimos 12 meses, o Índice de Custos de Produção (CIP) formulado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aponta crescimento de aumento de 44,27% nos custos de frango e 41,17% nos custos do suíno. O custo médio da saca de milho (60kg), por exemplo, que estava na casa dos R$ 80,00 em novembro de 2020, já ultrapassava os R$ 100,00 em maio deste ano. Desde janeiro de 2019 até agosto de 2021, em média, o preço do milho aumentou em 154% e a soja em 133%.


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