26/09/2016 - 13:16
Qual seu projeto de felicidade?

Como já conversamos anteriormente em relação ao curso de vida, temos apenas duas possibilidades: envelhecer ou morrer jovem. Normalmente desejamos que nosso curso de vida seja longo e nos traga alegrias e realizações. A psicogerontologia estuda os aspectos emocionais que o envelhecimento e a maturidade proporcionam. Cabe lembrar que começamos a envelhecer no dia em que nascemos. É claro que as maiores mudanças e manifestações do envelhecimento começam a acontecer na idade adulta e vão avançando com os anos. Estas mudanças e manifestações são biológicas, psicológicas e sociais. Alguns estudiosos, para facilitar o entendimento, separam a vida em duas partes. Na primeira metade da vida, normalmente estamos muito envolvidos em crescer, estudar, trabalhar, construir carreira, formar família, criar os filhos e as demais necessidades e compromissos comuns deste período. Todas estas atribuições fazem parte da busca da felicidade e em muitos momentos somos impulsionados a fazer devido as pressões e necessidades em que nos envolvemos neste tempo da vida. Na segunda metade da vida estes temas tão relevantes do período anterior já estão de certa forma em andamento ou encaminhados e normalmente nos deparamos com a necessidade de novos propósitos e aspirações. Jung, psicólogo contemporâneo de Freud, declarou certa vez que nunca havia atendido alguém na segunda metade da sua vida em que o problema não fosse puramente espiritual. Espiritual traduzido como: O que me faz feliz? Quais meus objetivos? Que contribuições posso deixar para o mundo e a sociedade? Neste período, mesmo com os aspectos físicos e biológicos em declínio, cabelos brancos, aposentadoria, filhos casando, enfim, todo um script que já foi cumprido, o tempo ainda urge e há muito para viver, muita coisa por fazer, por descobrir, por crescer e desenvolver. Envelhecer pode ser perigoso quando carregamos o passado como um fardo de sentimentos, frustrações, de uma vida não vivida, de ressentimentos, mágoas e também quando deixamos de ter projetos e aspirações. Envelhecer é perigoso quando deixamos de ter projetos de felicidade. Precisamos continuamente ter projetos de felicidade, aspirações que fazem o coração vibrar, a cabeça trabalhar e que contribuam para continuamente estar se sentindo vivo e pulsante. E aí, me fale, qual seu projeto de felicidade?


Autor(a): Valicir Melchiors Trebien Psicóloga & Coaching. CRP-12/01283 Professora de graduação e Pós-Graduação



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