01/09/2016 - 15:14
Boas experiências trazem mais felicidade do que coisas

Em todas as nossas ações buscamos algum tipo de gratificação, prazer e felicidade. Este é, inclusive, um aspecto saudável de nossa vida emocional. A forma de buscar isto sofrerá variações entre as pessoas de acordo com sua personalidade, maturidade, cultura, condição social ou financeira, etc. Há estudiosos, tanto de economia como de bem-estar, que entendem a felicidade como o melhor indicador da saúde de uma sociedade. Por estes, além do indicador econômico PIB (Produto Interno Bruto), que mede a riqueza produzida, é analisado o FIB (Felicidade Interna Bruta) desta comunidade ou país. A medida do FIB leva em conta indicadores como bem-estar psicológico, saúde, uso do tempo, vitalidade comunitária, educação, cultura, padrão de vida, entre outros. Nestes estudos apareceram conclusões muito interessantes como: dinheiro contribui para a felicidade e o bem-estar, mas apenas até certo ponto. Após as pessoas terem suas necessidades importantes atendidas, maiores quantias de dinheiro ou coisas não ampliarão seu estado de felicidade e bem-estar. Como podemos traduzir isto? Quando uma pessoa entende que necessita de um carro e este atende as suas necessidades de locomoção, segurança, conforto, etc., comprar outro carro, mais novo ou que lhe dê maior status apenas vai trazer alegria momentânea e após algum período já não será algo que aumente seu estado de felicidade e bem-estar. Isto também se aplica a outros aspectos como: se você tem uma casa com 2 ou 5 quartos; se tem 40 camisas ou se tem 5; se você tem um celular top de linha, nada disso fará diferença na sua felicidade a médio ou longo prazo. Coisas rapidamente são incorporadas a nossa rotina e nos adaptamos a elas deixando de gerar prazer ou felicidade.Para dr. Thomas Gilovich, professor de psicologia na Universidade de Cornell que estuda a relação do dinheiro e felicidade, investir em experiências como, aprender novas habilidades, encontros com amigos importantes, família, viagens, etc., contribuem mais para uma vida feliz. As experiências vividas tornam-se uma parte intrínseca da nossa identidade. Segundo ele o consumo não aproxima as pessoas, as experiências sim.“Nós consumimos experiências diretamente com outras pessoas.E depois que eles se foram, eles são parte das histórias que contamos uns aos outros.”Você pode comprar um celular igual ao de um amigo ou vizinho, mas dificilmente se aproximará tanto dele como se fizer um passeio ou viagem com ele. Viver experiências reais como, reunir amigos, família, conviver com pessoas e culturas diferentes, viajar, se expor a novas aprendizagens, experimentar coisas novas são mais significativas para a experiência da felicidade. Experimente você também viver experiências diferentes, conhecer novas pessoas, novas culturas e novas formas de pensar e enxergar o mundo. Vale a pena!!!


Autor(a): Valicir Melchiors Trebien Psicóloga & Coaching. CRP-12/01283 Professora de graduação e Pós-Graduação



COMPARTILHE:

Veja outros posts
Página Inicial Mais artigos Voltar

(49) 36770907

Rua São Bonifácio, 78 - Centro
Itapiranga - SC
CEP 89.896-000

Mapa de Localização
Acesse nossos canais:

Portal Força d'Oeste © Todos os direitos reservados
Desenvolvido por DBlinks Agência Digital